terça-feira, 20 de outubro de 2009

POEMAS


O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas da roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama o coração.








Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele...

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